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Felicidade e Integração Emocional

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Se eu espero que alguém me faça feliz estou a colocar um peso enorme sobre o outro e um obstáculo potencial na nossa relação. 

Não é o outro que nos pode fazer felizes mas é no outro que podemos investir para prolongar os limites do nosso mundo. E, nesse espaço maior e mais rico, podemos desenvolver os estados emocionais que nos gratifiquem enquanto adultos saudavelmente crescidos.

Nem eu posso pedir a mim próprio que nunca desiluda o outro. O que eu posso oferecer é um compromisso em emendar falhas e reparar lacunas, tecendo, de forma flexível, uma rede para a intimidade e a confiança.

Nem o relacionamento adulto existe sem incluir situações e acontecimentos penosos. Posso exprimir a dor que vivencio e posso fazer um contacto compreensivo com o sentimento mais profundo que tenho.
Posso solicitar o apoio do outro e que tome consciência da minha dor e do seu papel no surgir desse sentimento.
Mas não posso exigir que o outro cure as minhas feridas.
E será que poderei dar estes passos de aproximação no relacionamento sem ter identificado o mal-estar sentido? Sem identificar o sentimento? Sem o nomear?

E como poderei expressar essa dor de forma não manipulativa ou vingativa se não reconhecer a sua realidade e tomar responsabilidade por ela?
Todo o relacionamento adulto pressupõe a existência de conflitos. O compromisso é para a sua resolução colaborativa, não para a sua exclusão.
Cada dor e cada conflito são a oportunidade de largar ilusões acerca do outro e das expectativas de satisfação de necessidades através da relação com o outro. Trata-se pegar ou largar. Trata-se de reter a dor ou exprimi-la e compreendê-la, compreendendo uma nova realidade no outro e com o outro. E o que sobrevive? O que se liberta?

Os relacionamentos também descem à terra, também enraízam o amor incondicional.

Os relacionamentos serão um caminho espiritual se consistirem num contínuo processo de esbatimento de ilusões.  Num relacionamento equilibrado e nutritivo podemos encontrar uma fonte abundante de bem-estar emocional, de forma que não necessitamos de alguém que dependa de nós ou de quem nós dependamos. 
Uma relação adulta saudável não cria duas dependências mas múltiplos espaços de vários graus de intimidade.     

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