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Ideias que mexemPNL em prática

Libertar a criança interior, crescer como adulto

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Já sentiste a presença da tua criança interior como se estivesse aprisionada e gritasse por liberdade?
Confesso que achei muito estranha esta ideia de uma criança interior, nas primeiras vezes que me falaram deste tema. A pouco e pouco esta ideia fez o seu caminho e comecei a achar que fazia sentido, ajudando-me a reconhecer que cada uma das nossas idades não é somente uma recordação mas uma configuração anímica que permanece ao nosso dispor. A criança tem uma relevância especial porque corresponde a uma atitude que o adulto precisa de ultrapassar a muitos de nós o fazem soterrando a sua dimensão ingénua e ávida de diversão e aprendizagem.

Podemos ter desterrado a nossa criança interior para um espaço de confinamento estéril por duas ordens de razão:
1. Consideramos que a sua presença atrapalha as escolhas de adulto. Pagamos certamente um preço por isso mas não é este o tema que vou desenvolver agora.

2. Temos memórias negativas em que há dor ligada a situações vividas na infância.
O nosso problema não é que as necessidades da nossa criança interior não tenham sido satisfeitas. O que nos amarra ao sofrimento não é essa dor passada, mas sim não termos feito, como adultos, o luto e a reciclagem dessa falta, dessa perda de satisfação emocional.

O luto tem várias formas: reconhecimento, raiva/dor, aceitação, ritual, separação emocional, reintegração da memória.
Reciclagem: reintegração energética, mobilização das emoções que estavam aprisionadas numa memória sombria.

Conforme escreve David Richo (How to be an adult), o luto é a forma adequada para reagir à perda, de acordo com várias fases, variáveis conforme as condições pessoais:

  • Recordação e reconhecimento da dor ou falta sofrida. Isto passa pela identificação da energia emocional associada e a expressão dos sentimentos, de forma que haja uma transformação da forma como sentimos. Podemos exprimir os sentimentos directamente às pessoas envolvidas ou simplesmente a nós próprios ou em ambiente de terapia. A raiva é uma emoção legítima desde que limitada no tempo e dirigida para o facto em memória ou para a personificação do outro que está dentro de nós, percebendo que os seres de hoje já não são os seres que nos terão prejudicado.
    Nesta fase, é preciso distinguir crenças e julgamentos (fui atraiçoado, rejeitado, etc) dos sentimentos associados à memória. O ego pode pedir-nos a expressão das crenças mas é a expressão dos sentimentos que é transformadora.
  • Cura compassiva. Podemos revisitar as memórias desde que o façamos com a plena certeza de quanto somos já tão diferentes e levemos os recursos que descobrimos dentro de nós à criança interior que sofreu a sua falta. A PNL, com as terapias da linha do tempo ou de mudança de história pessoal, tem técnicas muito poderosas para este efeito.
  • Esta fase implica a aceitação plena dos factos que nos afectaram e o perdão aos seres responsáveis. Se não for possível perdoar a pessoas, podemos sempre perdoar às personificações dessas pessoas que habitam dentro de nós!
  • Um ritual que mostre que sentimos e ultrapassámos o período de luto. Isto é importante como marcador emocional que faz o fecho de um ciclo. Pode escrever um texto e queimá-lo, enterrá-lo junto a uma árvore, etc. Ou simplesmente contar a uma pessoa amiga…
  • Passar à acção como seres adultos que não esperam que outros os curem das faltas da sua infância. Ser adulto obriga a correr alguns riscos: os outros podem perceber-nos e acarinhar-nos ou podem rejeitar-nos e ferir-nos. Em ambos os casos, não é o que acontece que é muito importante, é aquilo que fazemos do acontecimento. E, se é muito bom sentirmo-nos validados pelo apoio dos outros, a fonte mais segura e suprema de validação reside no nosso cerne.
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